Recordes, regras e pseudo-ordem.

6 mar

Uma marca pode ser tudo. Só é preciso se organizar para ser o que a marca quer ser.

Somos uma sociedade sem padrões. Com normas, mas com total esquecimento delas. A sociedade do culto ao belo que bate recordes de obesidade. A sociedade do culto ao politicamente correto que bate recordes de corrupção. A sociedade do sustentável que aumenta cada vez mais a destrutiva e insustentável cadeia produtiva.

Os padrões vão e vêm como uma capa de revista ou um novo acessório de moda. Família, Igreja, Estado, Indivíduo, sozinho, em grupo, que vira Estado, Igreja e quer uma família. Não mais andamos conforme este mundo, mas o mundo que criamos dentro de nossos mundos, grandes ou pequenos. Globais, locais, multi ou pluriculturais. A democracia continua sendo a mais cega ditadura daqueles que ditam as regras as aquais não conhecem ou respeita.Faça o que digo, mas não comigo. Meu, seu. Novo? Realmente existe o novo?

As verdades. As verdade? Quais são? Quais? No plural mesmo?

Em baixo do sol tudo é vaidade. E a vaidade é como correr atrás do vento disse o sábio Salomão. Consumir o que? Por que? Para que? São as nossas perguntas. Perguntas que fazemos todos os dias para entender onde estão as marcas de nossos clientes e para onde elas vão.

A vida é curta. E gostoso deve ser estar nela. Para os belos, corruptos, corretos, incertos ou orgulhosos. De família deste mundo humano e orgulhoso.

Faço aquilo que me orgulho em ver o resultado, e não no lucro que me sobra. Afinal podemos ser tudo. Basta apenas se organizar para sermos o que queremos ser.

Tiago Stachon

Biblioteca Digital Mundial da UNESCO.

16 fev

Mapa Brasil 1860

UM BELO PRESENTE DA  UNESCO PARA A  HUMANIDADE INTEIRA

Já está disponível na Internet, através do site www.wdl.org

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos  os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de  todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, carácter patrimonial” , antecipou ontem em LA NACION, Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.
A BDM não oferecerá documentos correntes , a não ser “com valor de  património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do  mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo,  espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50  idiomas”.

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos,  graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América,  desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562″, > explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em  japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto  impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira  menção do MeninoJesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e  esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da  Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia Fácil de navegar.

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. . Os documentos foram scaneados e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acessa ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente hoje na sede da UNESCO em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet. O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registarem.
Quando a gente faz clique sobre o endereço www.wdl.org , tem a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas > geográficas,
tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo,espanhol e português).
Os documentos, por sua parte, foram scaneados na sua língua original. Desse modo, é  possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus  traduzido em  aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov,
em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A .C..
Duas regiões do mundo estão particularmente bem  representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse site vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo áudio-visual. Este projecto tampouco é um simples compêndio de história em linha: é a possibilidade de aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar sem preço, inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer.

Opinião: O planejamento tem futuro?

8 fev

John Steel

Quando o grande dançarino de balé Mikhail Baryshnikov foi famoso pela simplicidade da sua direção. Ele costumava usar duas frases. A primeira era: ‘Não caia’. A outra: ‘Levante-se’.

Essa abordagem era similar à que o Duque de Wellington, que, quando suas tropas estavam prestes a entrarem na batalha de Waterloo, recebeu um pedido do seu nervoso segundo-comandante para compartilhar seus planos para o dia. ‘Meu plano, senhor’, ele respondeu, ‘é ganhar dos franceses’.

No nosso negócio, nós passamos muito tempo categorizando e recategorizando pessoas. Para segmentar, gostamos de dividir o público em grupos organizados e com nomes inteligentes, enquanto para satisfazer nossa própria vontade organizacional, nós, constantemente, inventamos, damos nome e renomeamos departamentos, e criamos títulos cada vez mais impressionantes.

Só no mundo do planejamento, nós temos planejadores de conta, planejadores estratégicos, planejadores de comunicação, planejadores de conexão, planejadores digitais e, sem dúvidas, diversas outras variações que decidi ignorar. Mas, apesar das horas dedicadas, em conferências de planejamento, para debater suas diferentes vantagens e desvantagens, essas distinções de títulos são completamente irrelevantes.

Em qualquer agência de publicidade – e em qualquer departamento de planejamento – você vai encontrar dois tipos de gente. Há as pessoas como o Baryshnikov ou o Duque de Wellington, que simplificam. E, infelizmente, uma número muito maior de pessoas que tem a complicação como razão de ser. Chega um momento em que a habilidade dos simplificadores em ser mais inteligentes que os complicadores define o sucesso da agência. Da mesma forma, melhorar a taxa de simplificadores, ao invés de complicadores, é a chave para o futuro do planejamento.

Obviamente, há uma distinção importante a ser feita entre o planejamento – a disciplina ou filosofia – e planejadores, as pessoas que o praticam.

Eu poderia passar um tempo falando sobre a importância do apoio do gestor, dos diretores de planejamento terem um assento na mesa, dos diretores de criação terem confiança para ouvir ‘não’ e quererem criar algo melhor. Todos esses pontos são vitais para o presente e futuro do planejamento. Mas eles somente vão acontecer, e apenas continuar, se os planejadores forem úteis.

O que quero dizer com ‘úteis’? Quis dizer ajudar clientes a criar comunicação distinta, relevante e eficaz. Ajudar a criar trabalhos que funcionem. E a ênfase é em ‘ajudar’, não em ‘criar’.

Ao longo dos anos, trabalhei com um grande número de planejadores, e um pequeno número de bons planejadores. Talvez, o melhor foi uma mulher que, de acordo com os critérios que os planners costumam julgar uns aos outros, não era grande coisa. Ela não era ‘cool’, ela não tinha um conhecimento enciclopédico sobre filmes alternativos, música rap ou animação japonesa e, nos seus briefs criativos e apresentações, não recordo de ter visto, uma vez sequer, uma referência a arquétipos, literatura grega ou pós-modernismo. Ela não era a melhor escritora, pesquisadora ou apresentadora. Mas, consistentemente, ano após ano, os trabalhos das suas contas estavam entre os mais eficazes que a agência havia produzido.

Alguns podem dizer que ela teve sorte, mas isso aconteceu tantas vezes para isso ser verdade. A realidade era que ela tinha uma combinação maravilhosa de personalidade, senso comum e muita determinação. Ela fazia boas perguntas, ouvia cuidadosamente às respostas – dizia ‘não’ com tanta frequência como dizia ‘sim’. Consumidores, clientes e o pessoal da criação, todos adoravam passar tempo com ela, pois conseguia fazê-los sentir confortáveis. Quando parecia que eles desmoronariam, ela dava o apoio que precisavam. E se eles caíssem, ela os ajudava a levantar. E quando as ideias apareciam, ela não fazia questão de nenhum crédito. Não era só a ideias que ela conseguia simplificar, era o processo como um todo.

O planejamento bem feito nada tem a ver com ter melhores ideias ou ser mais inteligente que o restante. Isso pode tornar um planejador famoso entre o pessoal da área, mas a arrogância intelectual tende a não agradar o departamento de criação ou a equipe do cliente. Um bom planejamento é criar um ambiente no qual outras pessoas poderão ter melhores ideias, e no qual clientes serão mais favoráveis e dispostos a dar o seu melhor.

Um jovem planejador me perguntou, recentemente, como ele poderia saber que estava fazendo um bom trabalho. Eu disse a ele que, além da eficácia das campanhas nas quais ele trabalhou, o indicador mais confiável seria o número de pessoas – criativos e clientes – que buscam sua opinião, e se eles ficam felizes em passar tempo com ele quando aparecia sem avisar. Assim, ele poderia saber se estava realmente ajudando.

O planejamento tem um futuro? Se os planejadores conseguirem mantê-lo desse jeito, a resposta é simples.

John Steel é Diretor do Marketing Fellowship Programme da WPP e autor dos livros ‘A Arte do Planejamento’ e ‘Perfect Pitch’

Via Admap

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Canal digital também se vende assim?

4 fev

Belíssimo spot criado pela WatersWidgren\TBWA para promover o Canal Digital. O conceito é simples: ter uma TV  HD Ready e não ter canais em HD para assistir, é igual ter uma porta-aviões e não ter aviões para decolar.

A produção é da Flodellfilm e direção de Tomas Jonsgarden.

Fonte: ypsilon2

Bom pras AddSchools por aí!

29 jan

Olha só que bacana para quem está querendo montar uma escola de comunicação diferente heim! Alouuuuu!

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Antropologia e Propaganda

27 jan

Um segundo relato: uma nova área de atuação para o antropólogo? Ou do publicitário?

A experiência do Projeto de Imersão Social foi um exemplo de como o uso da pesquisa etnográfica em todo o seu contexto pode ser relevante e aplicável a pesquisa de mercado.
Estudos de comportamentos de consumo, avaliação de impacto de produtos ou serviços, bem como perceber como a própria imagem da empresa está sendo recebida, além de possibilidades para novos negócios (serviços e produtos), são algumas das questões que podem facilmente serem desenvolvidas a partir de um trabalho de campo realizado com essa finalidade.

Tal como nas pesquisas acadêmicas, o campo pode trazer surpresas e modificar objetivos e hipóteses. O pesquisador em ambos os casos deve se mostrar atento e flexível para uma modificação da forma de abordagem e atuação, assim, o método é revisto e refeito muitas vezes em alguns momentos da pesquisa. Se há possibilidade de haver uma pesquisa quantitativa atrelado ao campo, é preferível muitas vezes, pois os dados acabam por direcionar e avaliar se estamos no caminho certo.

Além de trabalhos acadêmicos, observa-se hoje uma tendência das empresas utilizarem ferramentas da antropologia para elaborar estratégias de segmentação de mercado, bem como traçar perfil de consumo, ou elaborar novos produtos e melhorar os serviços e relacionamentos com seus clientes entre outras abordagens. Assim, a pesquisa ganha peso estratégico dentro da empresa, atuando muitas vezes com a área de Pesquisa de Desenvolvimento – P&D, ou então é desenhada junto à área de estratégia de marketing, por ser dotado de riqueza de dados primários coletados e que poderão ser aprofundados e desenvolvidos em outras formas de pesquisa, como a quantitativa, na forma de telemarketing ativo, passivo ou mesmo através de questionários entre outros.

O antropólogo Pedro Jaime Júnior em seu estudo sobre o que ele denomina de “etnomarketing[1]” afirma que “à medida que as dimensões culturais e simbólicas foram ganhando importância cada vez maior na explicação do comportamento do consumidor, os departamentos de marketing das empresas, os institutos de pesquisa de mercado e as agências de publicidade passaram a recorrer ao aporte antropológico” para isso, as empresas abrem espaço para os profissionais das ciências sociais contribuírem com suas percepções e técnicas investigativas para que eles possam traduzir para o mundo corporativo as informações sócio-culturais que tanto necessitam a fim de desenvolver produtos e serviços que melhor atendam aos seus clientes.

Em uma matéria do Jornal O Estado de São Paulo de 11 de agosto de 2006 sobre novas formas de pesquisa de mercado, a antropóloga Paula Pinto e Silva, sócia de uma empresa da área, que tem como um de seus clientes a Procter & Gamble, enriquece a entrevista contando como realiza algumas de suas pesquisas, e afirma que “Virou moda contratar antropólogos para fazer pesquisas etnográficas, onde o campo é a casa do consumidor”, diz. A matéria aponta que esse tipo de pesquisa ganhou força no início de 2000, e que as empresas recorreram aos antropólogos para que esses “descobrissem” os hábitos das classes C e D, que passou a ser o grande filão de muitas empresas.

Na mesma matéria, o artigo cita a empresa BOX 1824, que afirma ter trazido para o Brasil uma nova metodologia, chamada por um dos criadores da empresa, Rony Rodrigues de “invasão de cenários” que permite que possa eliminar um vício das pesquisas clássicas de mercado, onde o consumidor diante da situação de pesquisa acaba modificando o resultado. Ou seja, a “observação participante” já tão conhecida por pesquisadores antropólogos foi “re-descoberta” por marketeiros e pesquisadores de mercado.

Talvez por ser uma pesquisa longa e trabalhosa, que sem dúvida, compromete o próprio pesquisador, seja um grande problema para sua aplicabilidade; No entanto, algumas pesquisas com esse know-how têm sido desenvolvidas, levando menos tempo e tendo maior distanciamento, como pesquisas realizadas em corredores de supermercados[2], onde o pesquisador permanece observando os consumidores, suas reações, a forma como pegam os produtos em suas prateleiras. Assim como outros que freqüentam salões de beleza e percebem como determinados produtos são recebidos pelas freqüentadoras.

Em uma notícia da Associação Brasileira de Vendas Diretas, o presidente Rodolfo Guttilla, aponta que hoje o antropólogo é um dos profissionais mais bem aparelhados para revelar os hábitos do consumidor e diz:

“Porque o que se entende por hábitos não é mais que mecanismos ideológicos que operam do simbólico para o material ou de uma marca para um produto. São as reações que vão além de fatores objetivos, que trabalham muito a sensação, a fruição, a de prazer, o acesso. E são atributos que se constroem culturalmente, e não estatisticamente”


E continua:
“… apesar da academia torcer o nariz, a metodologia utilizada pelos “antropólogos do consumo” tem como base a etnografia, que começou a ser aplicada no início do século XX, que consiste em acompanhar uma determinada comunidade por um período para conseguir entender a sua visão de mundo e com base em seus próprios valores, e não com a visão da sociedade da qual faz parte o observador.”

Nesta entrevista o que fica claro é a nova tendência que tem sido um campo crescente para atuação do profissional antropólogo fora dos meios acadêmicos, onde suas percepções, observações tem um filtro pré-determinado, e uma aplicabilidade prática com uma finalidade mercadológica.

Em seu livro Igualdade e Meritocracia (2003) a antropóloga Lívia Barbosa dedica parte de seu trabalho em conjecturar a atuação e o lugar da profissão do antropólogo, fora e dentro da academia. Ela afirma que o papel do antropólogo desde sua mais tradicional atuação foi permeada de oportunidades fora da academia, seja em agências governamentais, ou instituições sem fins lucrativos. A autora faz um histórico do profissional da antropologia em variados meios, apontando como a antropologia foi utilizada como fonte de renda para diferentes grupos e atores.
Uma importante contribuição da autora é quanto a questão do cuidado que se deve ter quanto a banalização do conceito de cultura e pesquisa etnográfica. O pesquisador, seja antropólogo ou de outra área (como os da área de marketing) devem ter o cuidado na realização da pesquisa etnográfica para não cair no erro de fazer apenas uma descrição detalhada. No campo da antropologia, dados são reconhecidamente vazios se não são acompanhados de uma análise teórica adequada.
Assim, a antropóloga aponta que “a produção teórica encolheu com a vulgarização. Grandes descrições foram equiparadas a etnografias, e estas a observações participantes, que nunca foram mais do que grandes relatos…” (pág 177).
Dessa forma, não basta colher uma infinidade de dados fazendo descrições densas, se não houver um entendimento claro e contextualização teórica do que os dados estão se tratando, a pesquisa é vazia e obscura. Assim, o antropólogo atua dentro desse campo com maior destreza, pois sabe que o dado puro e simples não justifica nem apreende por si só. Seu background teórico é necessário para utilizar de forma adequada os métodos de pesquisa e avaliar os resultados posteriores.

[1] JAIME, Pedro Júnior. Etnomarketing:antropologia, cultura e consumo. Revista de Administração de Empresas. C.41, n.4, p 68-77. São Paulo. Out/ Dez 2001.
[2] Idem nota 12,

Fonte: Blog Teiadoconsumo

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Ele Stasabendo: Raphael Barreto sem cortes.

18 jan

Raphael Barreto

Muito loco e muito correto, Raphael Barreto, em entrevista exclusivíssima ao Stasabendo.com

Esse é uma figura. Assino em baixo escandalizando ou não. Lá vai:

RaphaBarreto é Diretor de Planejamento da DPZ. Antes, da Loducca. Antes disso, trabalhou na Carillo Pastore EuroRSCG e Ogilvy. Antes disso ainda, trabalhou em marketing na Sony, Aiwa e Champagne Veuve Clicquot. Antes Antes Antes, foi de office boy até empacotador de livros (longa história).

1. Na sua carreira, o que mais influenciou para a posição de planejador que vc tem hoje no mercado brasileiro?

Entendendo, então, a pergunta como “o que te influenciou para ser planejador?”, vamos lá. (raphamala MODE ON)

Eu percebi, há muito tempo, que cada pessoa pensa diferente da outra (gênio!). Mas nem tanto (mais gênio ainda). Temos, sim, comportamentos de manada, mas também somos indivíduos. Há, portanto, pontos gigantescos de intersecção da nossa raça – instintos básicos e outras camadas – , mas distinções proporcionalmente abissais. Como na velha história de que uma banda é incrível pra mim e nada pra você. A fé de um, é a bobagem do outro e assim por diante. Isso me intriga deveras. Assim como o amor e a afeição – válido para marcas e produtos. Daí, encontrei um trabalho que posso pensar nisso (quase) o tempo inteiro. É ótimo.

2. Qual sua dica para gerar o melhor insight?

Entender que você é pequeno, medíocre até. Respeite sua ignorância. Planejadores se acham a coisa mais inteligente que já apareceu na propaganda, enquanto, pra mim, são a próxima onda de egotrips da propaganda. Salve-se. Criar é um ato de humildade e devoção. Mas respondendo de maneira menos polêmica, eu diria que um insight é gerado pela mistura de uma boa dose de paciência, curiosidade e obstinação. Li outro dia que Einstein, sim, era gênio, mas que se tornou imortal porque foi obcecado durante anos por uma única pergunta: o que é energia? (ou “o que era luz?”, não me lembro – enfim, são a mesma coisa em alguma esfera). O que quero dizer é: o melhor insight é fruto da sua capacidade de não desistir em encontrar algo realmente retumbante. A verdade é que você e todo mundo sabe quando está diante de algo assim. Mas as pessoas param antes, muito antes, daquele palavrão espontâneo e feliz (nunca vi ninguém falar “Eureka!” na minha vida). Enfim, a dica é: continue. Seu estômago te dirá quando você chegou lá.

3. Como a criação da agência enxerga seu papel no processo criativo?

Meu papel é ser mais um. Só. Alguém que não disputa um pedaço, mas que participa do todo. Outro jogo de palavras? Me explico: eu só tento ajudar o grupo inteiro a ver melhor as coisas, encontrar um jeito novo de olhar para a mesma coisa. Isso é difícil. Quando você só quer ajudar (e não disputar nada), as pessoas – até criativos – te aceitam no grupo. E pronto: você faz parte do processo criativo. Ah, e claro, ajuda quando eu não cago um montão de regras e respeito o trabalho dos outros. Eles são dedicados e obstinados. Respeite isso.

4. O que você curte fazer quando sobra tempo para não trabalhar?

Eu danço. Bebo. Beijo. Transo. Leio. Escrevo. Ando. Durmo. Visito minha mãe. O que você esperava?

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Entrevista exclusiva com CHMKT.

11 jan

Carlos H. Vilela

Ilustre amigo mineiro Carlos H. Vilela, concedeu entrevista rápida e exclusiva do CHMKT ao Stasabendo.com. Grande centro de informações do mercado de comunicação, o site bomba de forma muito democrática, tornando o conteúdo interessante e fácil.

Perguntas para Carlos:

1. Seu blog é um dos mais visitados pelo mercado brasileiro de propaganda e marketing. Qual sua dinâmica diária para manter esse conteúdo atualizado?

2.Carlos, qual o futuro do CHMKT? Você espera fazer uma marca de conteúdo? Uma escola?

3. Por que você fez a versão do CHMK em Inglês? Você acredita que os olhos do mundo estão virados para o Brasil também para o assunto propaganda e marketing?

4. Qual a sua opinião sobre os cases de planejamento do mercado do sul, incluindo Rio Grande, Santa Catarina e Paraná?

Repostas:

1 – Minha meta é colocar pelo menos um post de qualidade por dia, exceto nos finais de semana. É o mínimo. Geralmente consigo mais.

Não tenho uma rotina definida pra isso. Sempre que sobra um tempo e sinto vontade, eu escrevo algo – seja no horário de almoço, antes ou depois do trabalho, nos finais de semana. Varia muito. Assim, todo dia tenho material disponível. Ter uma boa reserva de conteúdo é essencial pra manter uma atualização tão pontual.

A definição de temas também não segue uma lógica. Muitas vezes falo sobre algo que estou pensando ou estudando no momento, e também sobre coisas interessantes que me contam ou que vejo em outras publicações. Além disso, recebo muitas sugestões de pautas, releases de agências, e outros materiais que me ajudam muito. Tenho também algumas séries com a participação de profissionais do mercado.

A única premissa é o conteúdo estar de acordo com a proposta do blog: ser um ponto de encontro de ideias e opiniões sobre marketing e comunicação.

2 – Tenho algumas ideias, mas nada concreto. Por enquanto, a visão é o blog é ser uma referência cada vez maior na área. É satisfatório saber que o conteúdo lá publicado tem sido útil pra muitos. Também tenho conhecido muita gente bacana pelo blog. Isso tudo já faz valer a pena.

3 – Não dá pra considerar o Brazilian Planner uma versão em inglês do CHMKT. Pode acontecer de postar textos iguais, mas a proposta é outra.

Tenho feito muitos bons contatos no exterior com as entrevistas e séries do CHMKT e, depois que o Paul Isakson e o Griffin farley me contaram que liam o blog usando um site de tradução, resolvi logo criar algo mais direcionado para o público lá de fora.

A ideia é mostrar algumas coisas interessantes que estão rolando aqui no Brasil, já que existe muito pouco sobre a publicidade brasileira em inglês e, praticamente, nada sobre nosso Planejamento. No entanto, é um trabalho mais livre. Não tenho um compromisso de postar com muita freqüência. No entanto, tem tudo pra, em breve, se desdobrar em algo mais interessante.

4 – Pra ser sincero, não conheço muito. Conheço algumas coisas da W3Haus, da Getz (no seu Youtube Channel), da Heads, da Jump!. Dá pra ver que tem muita coisa interessante rolando.

Na verdade, não sou um exímio devorador de publicidade. Acompanho o essencial, apenas. Zapeio nos intervalos, não freqüentando tanto blogs com as últimas campanhas, pulo as páginas de anúncios nas revistas. Gosto mesmo é de colaborar com o processo, fornecendo inputs e ideias.

Minha paixão é pela forma como as pessoas se comportam, sobre as relações sociais, sobre cultura. Gosto também de assuntos relacionados ao business, tecnologia, e de coisas que nada tem a ver (pelo menos aparentemente) com publicidade. Acho que isso fica bem claro no meu blog, onde há menos coisas prontas, e mais ideias diversas.



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Agenda da Conferência do GP SP

30 nov

09h00

Ulisses Zamboni – Presidente, GP / Sócio-Diretor de Planejamento, SantaClaraNitro

09h15

Cesar Vacchiano – Presidente, Grupo Consultores
Graziela di Giorgio – Grupo Consultores
Roberta Rivellino – VP LATAM, Talent Business

10h05

Leonardo Ganem – Presidente, Som Livre

10h35

Coffee Break

10h55

Flávia Da Justa – Diretora de Comunicação, Oi

11h40

Eduardo Tomiya – Diretor Geral, Brand Analytics

12h30

Almoço

14h00

David Laloum – Head de Planejamento, Y&R
Isabelle Perelmuter – VP de Planejamento, Fischer+Fala
Pedro Cruz – VP de Planejamento, África

15h00

Mentor Muniz Neto – Sócio e VP de Criação, Bullet
Gustavo Fortes – Sócio-Fundador, Espalhe
Ken Fujioka – Head de Planejamento, JWT

16h00

Ernesto Bolonha – Fundador, Ethos

16h45

Luiz Paulo Rosenberg – Diretor de Marketing, S.C.Corinthians Paulista

17h30

Brad Kay – Presidente, SS+K

18h10

Considerações finais
Encerramento

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Dez tendências da classe C

25 nov

Dez tendências da classe C
por Regiane Bochichi

Ontem, estive em uma apresentação informal da pesquisa do DataPopular  <http://www.datapopular.com.br/home_principal_pt.htm> sobre a baixa renda. Liderada por Renato Meirelles que estuda esse target desde 2001 e ainda tem uma parceria com o DataFolha que já faz mais de 100 mil entrevistas em 180 cidades, foi  possível conhecer quais são as 10 tendências da classe C traçadas por meio de drivers do futuro e pistas comportamentais . E é bom ficar de olhos bem abertos, pois essa turma – que ganha menos de 10 salários mínimos – representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, são 86% dos total de internautas no Brasil e movimentam mais de 760 bilhões por ano.  “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”, segundo Meirelles. Ficou interessado? Então, vamos lá:

  1. Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
  2. Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
  3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
  4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
  5. Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
  6. Educação e cultura: caminho para a ascensão social.  Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
  7. Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
  8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
  9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
  10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.