Arquivos | março, 2010

Brad Kay e as Forças Sociais

12 mar

FONTE: Pitaco

No Pitaco na CBN de hoje, voltamos à palestra de Brad Kay (veja aqui) sobre as chamadas “social forces”, que causam forte impacto no comportamento e nas opiniões das pessoas.

Pitaco na CBN #31 [1:07m]: Hide Player | Play in Popup | Download

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Brad Kay lista, em seus estudos, 16 tipos de forças sociais.  As 10 principais estão listadas abaixo:

  • Reconsideração
  • Democratização
  • Civilidade
  • Rebelião
  • Gratificação seletiva
  • Descoberta
  • Esperança
  • Controle
  • Rejeição
  • Fragilidade

Se você deseja conhecer um pouco mais sobre elas, veja esta apresentação de Brad Kay aqui.

#GP09: Brad Kay

01 // dez. .

gp09_pitaco

Ontem aconteceu um São Paulo a Conferência do GP, evento sobre planejamento que reuniu palestrantes nacionais e internacionais. Em um dia bastante agradável, o evento correu de forma excelente e sem nenhum problema. Nós aqui do Pitaco prometemos os posts detalhando cada palestra e vamos cumprir. A única diferença é que inverteremos a ordem das postagens, começando pela última palestra do dia, ministrada por Brad Kay, publicitário americano e presidente da agência SS+K.

Brad discorreu sobre o seguinte tema: como “forças invisíveis” determinam o comportamento humano. Segundo ele, essas forças são as chamadas Forças Sociais, movimentos que acontecem na sociedade e moldam a forma de pensar e agir de todos nós. Elas são divididas em alguns segmentos:

  • Culturais
  • Intelectuais
  • Éticas
  • Políticas

Estas forças estão criando um coletivismo. As pessoas pensam que estão fazendo escolhas individuais e montando seu próprio estilo, mas na verdade elas seguem um movimento, o movimento de uma força social.

Percebeu qua até agora não nomeamos essas forças? Pois Brad disse que elas podem ser identificadas e explicadas. Em pesquisa nos EUA, a SS+K identificou cerca de 16 dessas forças. Para a palestra, ele seleciounou 5:

  • Reconsideration
  • Democratization
  • Civility
  • Rebellion
  • Selective Gratification

Todas as 5 forças tiveram seus respectivos exemplos demonstrados, porém a que mais chamou atenção foi “civility”. Confira agora alguns exemplos

  1. Joe Wilson, político norte-americano, interrompeu um discurso do presidente Barack Obama no congressou e o acusou de ser mentiroso. O ato de desrespeito imediatamente repercutiu pelo mundo, gerando inclusive um pedido formal de desculpas logo após o incidente.
  2. A prefeitura de Paris, em um tentativa de diminuir a emissão de poluentes e os problemas com transito na cidade, colocou nas ruas bicicletas públicas que podem ser alugadas por apenas 1 euro. O que aconteceu? Em pouco tempo, 80% dessas bicicletas haviam sido depredadas.
  3. A tenista Serena Williams brigou com a juíza durante um torneio e terminou por receber a maior multa já aplicada na história do esporte: mais de 82 mil dólares.
  4. Para usar um exemplo brasileiro, Brad o encontrou facilmente: o caso Geisy da Uniban. Este já repercutiu até mesmo em jornais internacionais e não necessita de explicações.

Agora, enquanto falamos de “civilidade”, porque todas estas notícias acima aconteceram? Porque as pessoas estão acomodadas em suas tribos, protegidas por seus semelhantes e acabam reagindo de forma exagerada. Este é um exemplo do que Brad chama de Força Social.

E qual a diferença entre Força Social e Trends? Para Brad, trends são consequências das forças sociais. Exemplo:

Força Social: Necessidade das pessoas de socializar ainda mais.

Trend: Microblogs (Twitter)

Entendeu?

Para encerrar a palestras, ele nos deixou algumas dicas sobre como proceder diante de tal comportamento:

  1. Identifique a força.
  2. Conecte essa força à sua marca (quando a força identificada for boa, claro).
  3. Use canais incomuns para ampliar sua mensagem. Espalhe o quanto puder
  4. Transforme essa Força Social em resultados
  5. Aprenda, revise e repita. Experimente sempre

No fim, uma frase: Knock hard. Life is deaf.

http://www.pitaco.com.br/2009/12/01/gp09-brad-kay/

Recordes, regras e pseudo-ordem.

6 mar

Uma marca pode ser tudo. Só é preciso se organizar para ser o que a marca quer ser.

Somos uma sociedade sem padrões. Com normas, mas com total esquecimento delas. A sociedade do culto ao belo que bate recordes de obesidade. A sociedade do culto ao politicamente correto que bate recordes de corrupção. A sociedade do sustentável que aumenta cada vez mais a destrutiva e insustentável cadeia produtiva.

Os padrões vão e vêm como uma capa de revista ou um novo acessório de moda. Família, Igreja, Estado, Indivíduo, sozinho, em grupo, que vira Estado, Igreja e quer uma família. Não mais andamos conforme este mundo, mas o mundo que criamos dentro de nossos mundos, grandes ou pequenos. Globais, locais, multi ou pluriculturais. A democracia continua sendo a mais cega ditadura daqueles que ditam as regras as aquais não conhecem ou respeita.Faça o que digo, mas não comigo. Meu, seu. Novo? Realmente existe o novo?

As verdades. As verdade? Quais são? Quais? No plural mesmo?

Em baixo do sol tudo é vaidade. E a vaidade é como correr atrás do vento disse o sábio Salomão. Consumir o que? Por que? Para que? São as nossas perguntas. Perguntas que fazemos todos os dias para entender onde estão as marcas de nossos clientes e para onde elas vão.

A vida é curta. E gostoso deve ser estar nela. Para os belos, corruptos, corretos, incertos ou orgulhosos. De família deste mundo humano e orgulhoso.

Faço aquilo que me orgulho em ver o resultado, e não no lucro que me sobra. Afinal podemos ser tudo. Basta apenas se organizar para sermos o que queremos ser.

Tiago Stachon