Arquivos | fevereiro, 2010

Biblioteca Digital Mundial da UNESCO.

16 fev

Mapa Brasil 1860

UM BELO PRESENTE DA  UNESCO PARA A  HUMANIDADE INTEIRA

Já está disponível na Internet, através do site www.wdl.org

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos  os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de  todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, carácter patrimonial” , antecipou ontem em LA NACION, Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.
A BDM não oferecerá documentos correntes , a não ser “com valor de  património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do  mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo,  espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50  idiomas”.

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos,  graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América,  desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562″, > explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em  japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto  impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira  menção do MeninoJesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e  esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da  Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia Fácil de navegar.

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. . Os documentos foram scaneados e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acessa ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente hoje na sede da UNESCO em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet. O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registarem.
Quando a gente faz clique sobre o endereço www.wdl.org , tem a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas > geográficas,
tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo,espanhol e português).
Os documentos, por sua parte, foram scaneados na sua língua original. Desse modo, é  possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus  traduzido em  aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov,
em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A .C..
Duas regiões do mundo estão particularmente bem  representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse site vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo áudio-visual. Este projecto tampouco é um simples compêndio de história em linha: é a possibilidade de aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar sem preço, inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer.

Opinião: O planejamento tem futuro?

8 fev

John Steel

Quando o grande dançarino de balé Mikhail Baryshnikov foi famoso pela simplicidade da sua direção. Ele costumava usar duas frases. A primeira era: ‘Não caia’. A outra: ‘Levante-se’.

Essa abordagem era similar à que o Duque de Wellington, que, quando suas tropas estavam prestes a entrarem na batalha de Waterloo, recebeu um pedido do seu nervoso segundo-comandante para compartilhar seus planos para o dia. ‘Meu plano, senhor’, ele respondeu, ‘é ganhar dos franceses’.

No nosso negócio, nós passamos muito tempo categorizando e recategorizando pessoas. Para segmentar, gostamos de dividir o público em grupos organizados e com nomes inteligentes, enquanto para satisfazer nossa própria vontade organizacional, nós, constantemente, inventamos, damos nome e renomeamos departamentos, e criamos títulos cada vez mais impressionantes.

Só no mundo do planejamento, nós temos planejadores de conta, planejadores estratégicos, planejadores de comunicação, planejadores de conexão, planejadores digitais e, sem dúvidas, diversas outras variações que decidi ignorar. Mas, apesar das horas dedicadas, em conferências de planejamento, para debater suas diferentes vantagens e desvantagens, essas distinções de títulos são completamente irrelevantes.

Em qualquer agência de publicidade – e em qualquer departamento de planejamento – você vai encontrar dois tipos de gente. Há as pessoas como o Baryshnikov ou o Duque de Wellington, que simplificam. E, infelizmente, uma número muito maior de pessoas que tem a complicação como razão de ser. Chega um momento em que a habilidade dos simplificadores em ser mais inteligentes que os complicadores define o sucesso da agência. Da mesma forma, melhorar a taxa de simplificadores, ao invés de complicadores, é a chave para o futuro do planejamento.

Obviamente, há uma distinção importante a ser feita entre o planejamento – a disciplina ou filosofia – e planejadores, as pessoas que o praticam.

Eu poderia passar um tempo falando sobre a importância do apoio do gestor, dos diretores de planejamento terem um assento na mesa, dos diretores de criação terem confiança para ouvir ‘não’ e quererem criar algo melhor. Todos esses pontos são vitais para o presente e futuro do planejamento. Mas eles somente vão acontecer, e apenas continuar, se os planejadores forem úteis.

O que quero dizer com ‘úteis’? Quis dizer ajudar clientes a criar comunicação distinta, relevante e eficaz. Ajudar a criar trabalhos que funcionem. E a ênfase é em ‘ajudar’, não em ‘criar’.

Ao longo dos anos, trabalhei com um grande número de planejadores, e um pequeno número de bons planejadores. Talvez, o melhor foi uma mulher que, de acordo com os critérios que os planners costumam julgar uns aos outros, não era grande coisa. Ela não era ‘cool’, ela não tinha um conhecimento enciclopédico sobre filmes alternativos, música rap ou animação japonesa e, nos seus briefs criativos e apresentações, não recordo de ter visto, uma vez sequer, uma referência a arquétipos, literatura grega ou pós-modernismo. Ela não era a melhor escritora, pesquisadora ou apresentadora. Mas, consistentemente, ano após ano, os trabalhos das suas contas estavam entre os mais eficazes que a agência havia produzido.

Alguns podem dizer que ela teve sorte, mas isso aconteceu tantas vezes para isso ser verdade. A realidade era que ela tinha uma combinação maravilhosa de personalidade, senso comum e muita determinação. Ela fazia boas perguntas, ouvia cuidadosamente às respostas – dizia ‘não’ com tanta frequência como dizia ‘sim’. Consumidores, clientes e o pessoal da criação, todos adoravam passar tempo com ela, pois conseguia fazê-los sentir confortáveis. Quando parecia que eles desmoronariam, ela dava o apoio que precisavam. E se eles caíssem, ela os ajudava a levantar. E quando as ideias apareciam, ela não fazia questão de nenhum crédito. Não era só a ideias que ela conseguia simplificar, era o processo como um todo.

O planejamento bem feito nada tem a ver com ter melhores ideias ou ser mais inteligente que o restante. Isso pode tornar um planejador famoso entre o pessoal da área, mas a arrogância intelectual tende a não agradar o departamento de criação ou a equipe do cliente. Um bom planejamento é criar um ambiente no qual outras pessoas poderão ter melhores ideias, e no qual clientes serão mais favoráveis e dispostos a dar o seu melhor.

Um jovem planejador me perguntou, recentemente, como ele poderia saber que estava fazendo um bom trabalho. Eu disse a ele que, além da eficácia das campanhas nas quais ele trabalhou, o indicador mais confiável seria o número de pessoas – criativos e clientes – que buscam sua opinião, e se eles ficam felizes em passar tempo com ele quando aparecia sem avisar. Assim, ele poderia saber se estava realmente ajudando.

O planejamento tem um futuro? Se os planejadores conseguirem mantê-lo desse jeito, a resposta é simples.

John Steel é Diretor do Marketing Fellowship Programme da WPP e autor dos livros ‘A Arte do Planejamento’ e ‘Perfect Pitch’

Via Admap

Canal digital também se vende assim?

4 fev

Belíssimo spot criado pela WatersWidgren\TBWA para promover o Canal Digital. O conceito é simples: ter uma TV  HD Ready e não ter canais em HD para assistir, é igual ter uma porta-aviões e não ter aviões para decolar.

A produção é da Flodellfilm e direção de Tomas Jonsgarden.

Fonte: ypsilon2