Bom pras AddSchools por aí!
29 jan
Olha só que bacana para quem está querendo montar uma escola de comunicação diferente heim! Alouuuuu!
29 jan
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27 jan
Um segundo relato: uma nova área de atuação para o antropólogo? Ou do publicitário?Tal como nas pesquisas acadêmicas, o campo pode trazer surpresas e modificar objetivos e hipóteses. O pesquisador em ambos os casos deve se mostrar atento e flexível para uma modificação da forma de abordagem e atuação, assim, o método é revisto e refeito muitas vezes em alguns momentos da pesquisa. Se há possibilidade de haver uma pesquisa quantitativa atrelado ao campo, é preferível muitas vezes, pois os dados acabam por direcionar e avaliar se estamos no caminho certo.
Além de trabalhos acadêmicos, observa-se hoje uma tendência das empresas utilizarem ferramentas da antropologia para elaborar estratégias de segmentação de mercado, bem como traçar perfil de consumo, ou elaborar novos produtos e melhorar os serviços e relacionamentos com seus clientes entre outras abordagens. Assim, a pesquisa ganha peso estratégico dentro da empresa, atuando muitas vezes com a área de Pesquisa de Desenvolvimento – P&D, ou então é desenhada junto à área de estratégia de marketing, por ser dotado de riqueza de dados primários coletados e que poderão ser aprofundados e desenvolvidos em outras formas de pesquisa, como a quantitativa, na forma de telemarketing ativo, passivo ou mesmo através de questionários entre outros.
O antropólogo Pedro Jaime Júnior em seu estudo sobre o que ele denomina de “etnomarketing[1]” afirma que “à medida que as dimensões culturais e simbólicas foram ganhando importância cada vez maior na explicação do comportamento do consumidor, os departamentos de marketing das empresas, os institutos de pesquisa de mercado e as agências de publicidade passaram a recorrer ao aporte antropológico” para isso, as empresas abrem espaço para os profissionais das ciências sociais contribuírem com suas percepções e técnicas investigativas para que eles possam traduzir para o mundo corporativo as informações sócio-culturais que tanto necessitam a fim de desenvolver produtos e serviços que melhor atendam aos seus clientes.
Em uma matéria do Jornal O Estado de São Paulo de 11 de agosto de 2006 sobre novas formas de pesquisa de mercado, a antropóloga Paula Pinto e Silva, sócia de uma empresa da área, que tem como um de seus clientes a Procter & Gamble, enriquece a entrevista contando como realiza algumas de suas pesquisas, e afirma que “Virou moda contratar antropólogos para fazer pesquisas etnográficas, onde o campo é a casa do consumidor”, diz. A matéria aponta que esse tipo de pesquisa ganhou força no início de 2000, e que as empresas recorreram aos antropólogos para que esses “descobrissem” os hábitos das classes C e D, que passou a ser o grande filão de muitas empresas.
Na mesma matéria, o artigo cita a empresa BOX 1824, que afirma ter trazido para o Brasil uma nova metodologia, chamada por um dos criadores da empresa, Rony Rodrigues de “invasão de cenários” que permite que possa eliminar um vício das pesquisas clássicas de mercado, onde o consumidor diante da situação de pesquisa acaba modificando o resultado. Ou seja, a “observação participante” já tão conhecida por pesquisadores antropólogos foi “re-descoberta” por marketeiros e pesquisadores de mercado.
Talvez por ser uma pesquisa longa e trabalhosa, que sem dúvida, compromete o próprio pesquisador, seja um grande problema para sua aplicabilidade; No entanto, algumas pesquisas com esse know-how têm sido desenvolvidas, levando menos tempo e tendo maior distanciamento, como pesquisas realizadas em corredores de supermercados[2], onde o pesquisador permanece observando os consumidores, suas reações, a forma como pegam os produtos em suas prateleiras. Assim como outros que freqüentam salões de beleza e percebem como determinados produtos são recebidos pelas freqüentadoras.
Em uma notícia da Associação Brasileira de Vendas Diretas, o presidente Rodolfo Guttilla, aponta que hoje o antropólogo é um dos profissionais mais bem aparelhados para revelar os hábitos do consumidor e diz:
“Porque o que se entende por hábitos não é mais que mecanismos ideológicos que operam do simbólico para o material ou de uma marca para um produto. São as reações que vão além de fatores objetivos, que trabalham muito a sensação, a fruição, a de prazer, o acesso. E são atributos que se constroem culturalmente, e não estatisticamente”
Nesta entrevista o que fica claro é a nova tendência que tem sido um campo crescente para atuação do profissional antropólogo fora dos meios acadêmicos, onde suas percepções, observações tem um filtro pré-determinado, e uma aplicabilidade prática com uma finalidade mercadológica.
[1] JAIME, Pedro Júnior. Etnomarketing:antropologia, cultura e consumo. Revista de Administração de Empresas. C.41, n.4, p 68-77. São Paulo. Out/ Dez 2001.
[2] Idem nota 12,
Fonte: Blog Teiadoconsumo
18 jan
Muito loco e muito correto, Raphael Barreto, em entrevista exclusivíssima ao Stasabendo.com
Esse é uma figura. Assino em baixo escandalizando ou não. Lá vai:
RaphaBarreto é Diretor de Planejamento da DPZ. Antes, da Loducca. Antes disso, trabalhou na Carillo Pastore EuroRSCG e Ogilvy. Antes disso ainda, trabalhou em marketing na Sony, Aiwa e Champagne Veuve Clicquot. Antes Antes Antes, foi de office boy até empacotador de livros (longa história).
1. Na sua carreira, o que mais influenciou para a posição de planejador que vc tem hoje no mercado brasileiro?
Entendendo, então, a pergunta como “o que te influenciou para ser planejador?”, vamos lá. (raphamala MODE ON)
Eu percebi, há muito tempo, que cada pessoa pensa diferente da outra (gênio!). Mas nem tanto (mais gênio ainda). Temos, sim, comportamentos de manada, mas também somos indivíduos. Há, portanto, pontos gigantescos de intersecção da nossa raça – instintos básicos e outras camadas – , mas distinções proporcionalmente abissais. Como na velha história de que uma banda é incrível pra mim e nada pra você. A fé de um, é a bobagem do outro e assim por diante. Isso me intriga deveras. Assim como o amor e a afeição – válido para marcas e produtos. Daí, encontrei um trabalho que posso pensar nisso (quase) o tempo inteiro. É ótimo.
2. Qual sua dica para gerar o melhor insight?
Entender que você é pequeno, medíocre até. Respeite sua ignorância. Planejadores se acham a coisa mais inteligente que já apareceu na propaganda, enquanto, pra mim, são a próxima onda de egotrips da propaganda. Salve-se. Criar é um ato de humildade e devoção. Mas respondendo de maneira menos polêmica, eu diria que um insight é gerado pela mistura de uma boa dose de paciência, curiosidade e obstinação. Li outro dia que Einstein, sim, era gênio, mas que se tornou imortal porque foi obcecado durante anos por uma única pergunta: o que é energia? (ou “o que era luz?”, não me lembro – enfim, são a mesma coisa em alguma esfera). O que quero dizer é: o melhor insight é fruto da sua capacidade de não desistir em encontrar algo realmente retumbante. A verdade é que você e todo mundo sabe quando está diante de algo assim. Mas as pessoas param antes, muito antes, daquele palavrão espontâneo e feliz (nunca vi ninguém falar “Eureka!” na minha vida). Enfim, a dica é: continue. Seu estômago te dirá quando você chegou lá.
3. Como a criação da agência enxerga seu papel no processo criativo?
Meu papel é ser mais um. Só. Alguém que não disputa um pedaço, mas que participa do todo. Outro jogo de palavras? Me explico: eu só tento ajudar o grupo inteiro a ver melhor as coisas, encontrar um jeito novo de olhar para a mesma coisa. Isso é difícil. Quando você só quer ajudar (e não disputar nada), as pessoas – até criativos – te aceitam no grupo. E pronto: você faz parte do processo criativo. Ah, e claro, ajuda quando eu não cago um montão de regras e respeito o trabalho dos outros. Eles são dedicados e obstinados. Respeite isso.
4. O que você curte fazer quando sobra tempo para não trabalhar?
Eu danço. Bebo. Beijo. Transo. Leio. Escrevo. Ando. Durmo. Visito minha mãe. O que você esperava?
11 jan
Ilustre amigo mineiro Carlos H. Vilela, concedeu entrevista rápida e exclusiva do CHMKT ao Stasabendo.com. Grande centro de informações do mercado de comunicação, o site bomba de forma muito democrática, tornando o conteúdo interessante e fácil.
Perguntas para Carlos:
1. Seu blog é um dos mais visitados pelo mercado brasileiro de propaganda e marketing. Qual sua dinâmica diária para manter esse conteúdo atualizado?
2.Carlos, qual o futuro do CHMKT? Você espera fazer uma marca de conteúdo? Uma escola?
3. Por que você fez a versão do CHMK em Inglês? Você acredita que os olhos do mundo estão virados para o Brasil também para o assunto propaganda e marketing?
4. Qual a sua opinião sobre os cases de planejamento do mercado do sul, incluindo Rio Grande, Santa Catarina e Paraná?
Repostas:
1 – Minha meta é colocar pelo menos um post de qualidade por dia, exceto nos finais de semana. É o mínimo. Geralmente consigo mais.
Não tenho uma rotina definida pra isso. Sempre que sobra um tempo e sinto vontade, eu escrevo algo – seja no horário de almoço, antes ou depois do trabalho, nos finais de semana. Varia muito. Assim, todo dia tenho material disponível. Ter uma boa reserva de conteúdo é essencial pra manter uma atualização tão pontual.
A definição de temas também não segue uma lógica. Muitas vezes falo sobre algo que estou pensando ou estudando no momento, e também sobre coisas interessantes que me contam ou que vejo em outras publicações. Além disso, recebo muitas sugestões de pautas, releases de agências, e outros materiais que me ajudam muito. Tenho também algumas séries com a participação de profissionais do mercado.
A única premissa é o conteúdo estar de acordo com a proposta do blog: ser um ponto de encontro de ideias e opiniões sobre marketing e comunicação.
2 – Tenho algumas ideias, mas nada concreto. Por enquanto, a visão é o blog é ser uma referência cada vez maior na área. É satisfatório saber que o conteúdo lá publicado tem sido útil pra muitos. Também tenho conhecido muita gente bacana pelo blog. Isso tudo já faz valer a pena.
3 – Não dá pra considerar o Brazilian Planner uma versão em inglês do CHMKT. Pode acontecer de postar textos iguais, mas a proposta é outra.
Tenho feito muitos bons contatos no exterior com as entrevistas e séries do CHMKT e, depois que o Paul Isakson e o Griffin farley me contaram que liam o blog usando um site de tradução, resolvi logo criar algo mais direcionado para o público lá de fora.
A ideia é mostrar algumas coisas interessantes que estão rolando aqui no Brasil, já que existe muito pouco sobre a publicidade brasileira em inglês e, praticamente, nada sobre nosso Planejamento. No entanto, é um trabalho mais livre. Não tenho um compromisso de postar com muita freqüência. No entanto, tem tudo pra, em breve, se desdobrar em algo mais interessante.
4 – Pra ser sincero, não conheço muito. Conheço algumas coisas da W3Haus, da Getz (no seu Youtube Channel), da Heads, da Jump!. Dá pra ver que tem muita coisa interessante rolando.
Na verdade, não sou um exímio devorador de publicidade. Acompanho o essencial, apenas. Zapeio nos intervalos, não freqüentando tanto blogs com as últimas campanhas, pulo as páginas de anúncios nas revistas. Gosto mesmo é de colaborar com o processo, fornecendo inputs e ideias.
Minha paixão é pela forma como as pessoas se comportam, sobre as relações sociais, sobre cultura. Gosto também de assuntos relacionados ao business, tecnologia, e de coisas que nada tem a ver (pelo menos aparentemente) com publicidade. Acho que isso fica bem claro no meu blog, onde há menos coisas prontas, e mais ideias diversas.
Escreveu aqui.