Esse é o Blog do Stachon

1 dez

StachonO stasabendo é um blog de coisas boas de planejamento e propaganda. Você não precisa visitá-lo todos os dias para não correr o risco de perder as novidades. Me siga no twitter (@stachon) porque sempre informo a chegada das novidades do blog. Todos os artigos que encontro na Internet tem trackback, ou  menciono a fonte. As barbaridades que escrevo espero que você também se divirta. Afinal, se não fordivertido, não vale a pena. Grande abraço.

twitter: @stachon | facebook: tstachon | LinkedIn

Stachon 

Stachon é publicitário, com MBA em Marketing e Comunicação. Diretor de planejamento da agência Getz em Curitiba. Também é professor universitário nas aulas de planejamento e atendimento da UniCuritiba. Colabora com o blog do Grupo de Planejamento de São Paulo. Hoje, Stachon joga Rugby, dirige o projeto GetzDubai, preside o Gupo de Planejamento e Atendimento do Paraná (GPAPR) e é sócio diretor do Grupo Getz.

5. Braincast Classics: Marketing Político

3 ago

O Braistorm9 sempre arrebenta nos seus posts. Para colaborar com os 10 posts das série Marketing Governamental, segue o post desse semana deles publicado apenas um pedaço aqui e o restante no Brain9. Merigo, parabéns novamente.

____

Resgatando um dos Braincasts mais emblemáticos desde 2006 – incluindo áudio e vídeo – republicamos no YouTube e aqui no site o papo sobre marketing político, com a participação de Marcelo Tas e Soninha Francine.

O videocast, dividido em duas partes, foi gravado em 2008, logo após o primeiro turno das eleições pra vereador e prefeito daquele ano. Vale rever – ou ver pela primeira vez – tanto pelo proximidade das campanhas presidenciais, como para observar o que mudou de lá pra cá.

4. Chega de feeling de marketeiro político.

1 jun

Os primeiros posts das série Eleições passaram pelo assunto “Internet” porque fico totalmente chocado com a importância que dão para isso quando converso com políticos e marketeiros políticos. Essa semana o Brainstorm9 relembrou o verdadeiro peso da web para as estratégias políticas no post do dia 30 de maio.

Como não vou mais falar de web, sigo atropelando toda a sequência didática de meus posts sobre comunicação, governo e eleições, voltando para o fio da meada e ressalto alguns itens básicos para qualquer esratégia de campanha ou comunicação governamental.

As sequências de passos entre a intenção do indivíduo (de se candidatar) e as milhares de intenções de votos dos eleitores, é complexa.

Mas a cada eleição, em que os profissionais envolvidos se aprimoram, as variantes ocultas desaparecem cada vez mais, e são substituidas por ciências modernas dignas das grandes eleições mundiais, capaz de manobrar um descomunal esforço de persuazão e conquista do eleitor.

Mesmo desconsiderando os períodos eleitorais, esse raciocínio pode ser transferido para as assessorias de comunicação dos governantes, uma vez que suas carreiras são, necessariamente, disputadas a cada quatro anos.

Sendo assim, o recado desse post é um dos conteúdos do livro Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais, de Antônio Lavareda, MESTRE, DOUTOR e na minha opinião MEGA PÓS-DOUTOR na arte de colocar ou manter candidatos no poder:

Campanhas políticas, ou comunicação governamental, são ciências aplicadas que claramente são guardadas pelas áreas de pscicologia, sociologia, antropologia, marketing, comunicação, linguística, pesquisa e a nova vedete da comunicação, a neurociência.

O conhecimento intuitivo, não perde sua importância, mas ganha o seu devido lugar. Lavareda tem na sua bagagem, 76 campanhas eleitorais, entre elas a de FHC de 1994 e 1998, e Lula 2002 e 2006. Na minha opinião, quem mais entende comunicação, eleições e governo nesse Brasil nos dias de hoje. Salve, salve Lavareda.

O conhecimento intuitivo, tão vangloriado (pasme), não é mais suficiente para uma atividade tão moderna e complexa como essa.

Stasabendo? Agora sim. Aguarde os próximos posts da série Eleições, comunicação e governo.

Stachon.

Etiquetas: , , , , ,

É legítimo?

26 mai

Hoje fui pego pela minha veia publicitária analizando o comportamento dos funcionários de um hotel nos Emirados Árabes, e após uns minutos de pensamentos e devaneios, resolvi escrever essas impressão sobre “A entrega do Legítimo.”

O Hotel é aquele da menina loira que fica fazendo doideras por aí. Não quero escrever qual para não levar um processo na cabeça. Rede internacional, excelente serviço e instalações.

Então, impressionado com o continuo sorriso dos funcionários, todos os dias, toda hora, todo momento (normal nessas redes), fiquei observando um maître no café da manhã. Funcionário de nivel hierárquico mais elevado, o que elimina as chances de imaturidade. Ele estava atendendo uma solicitação de um hóspede, com um enorme sorriso no rosto. Quando terminou o assunto, agradeceu ao hóspede se virou e fechou imediatamente a cara, como se desligasse um botão do sorriso, e saiu.

Olhei aquela automação, e a partir daí fique esquizofrênico com isso. Não perdia nenhum funcionário. E sabe o que vi? A mesmo coisa várias vezes. Ou seja, o sorriso é fake mesmo. Um mero treinamento de cartilha. NÃO É LEGÍTIMO.

E agora fica a pergunta. Quais empresas e marcas você e eu gostamos, que os fucionários dão sorrisos reais?

Não estou falando somente do sorriso, mas da satisfação de trabalhar e servir os clientes. Paixão pelo trabalho. E aqui não falo somente das empresas de serviço, falos de todas que têm o funcionários como algum tipo de ponto de contato.

Porque levantei esse preocupação? Gosto muito dessa famosa rede de hotéis que citei, mesmo com a loira fazendo tanta besteira, mas todo valor que a marca tinha para mim foi por água baixo, porque agora eu acho que tudo é fake. TUDO É FAKE! Imagine só. Será que não é?

Disney, Google, Microsoft, IBM, HSBC, etc..será. Cuidado com o sorriso de seus funcionários.

Mas o que isso tem a ver com a série dos posts das eleições?

Digamos que esse post não estava planejado mesmo (agora serão 11). Mas se candidatos podem ser comparados a marcas, sera que o sorriso deles é legítimo? E das pessoas que formam sua equipe? Será que acreditam nele? Será que é legítimo?

Se o eleitor entende que o canditado é legítimo, ele ainda está no jogo. Caso contrario, é mais um sorriso bonito querendo roubar nosso dinheiro.

Busque o legítmo.

Sabia disso? Agora stasabendo.

Stachon

MyBarakObama.com.br/oqserá?

24 mai

Cito nesse post, várias partes da matéria publicada no Brainstorm9 sobre a eleição de Obama e sua comunicação, porque tem muita coisa boa e tomei a liberdade de utilizar vários dados. Como disse Arianna Huffington no The Huffington Post, antes mesmo do resultado das eleições americanas já podemos declarar um vencedor: a internet.

Em 2000 e 2004, a internet já despontava como organismo essencial de uma disputa eleitoral, mas nada comparado com ao que aconteceu, em 2008. Sendo mais específico, ao que a campanha épica do candidato Barack Obama foi capaz de fazer no ambiente online e nas novas mídias em geral, ao mesmo tempo que influenciou permanentemente a linha que divide online e offline e atingiu a cultura pop.

Obama

E mais do que simplesmente anunciar, foi uma campanha que reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar com ataques políticos, muitos deles feitos por blogs que nem existiam.

Como diz matéria no NY Times, tratou-se de iniciativas guiadas pela tecnologia, focadas no microtarget, tão engajadoras que foram capazes de envolver americanos, que nem nunca tinham votado antes, no processo eleitoral, em especial o público jovem-adulto. O que no fim das contas significou um recorde de comparecimento às urnas.

É óbvio que a televisão e os jornais continuam desempenhando papel importante na escolha de um presidente, mas não como antes.

Quando se fala em 120 mil seguidores no Twitter, um grupo no Facebook com 2.3 milhões de membros e 11 milhões de views em um vídeo no YouTube, os números parecem baixos se comparados ao alcance de uma mídia de massa, mas formam uma comunidade de pessoas que fazem diferença, que são altamente multiplicadoras e influenciadoras.

Obama

Essa comunicação feita de pessoa pra pessoa construiu uma gigantesca plataforma de conteúdo que independeu da vontade de grandes grupos de mídia. Mais do que isso, provou o poder da integração, da mensagem pulverizada nos mais diferentes meios.

Por outro lado, a televisão e os jornais aprenderam grandes lições com as possibilidades da internet, produzindo conteúdo exclusivo, aproveitando o que é gerado pelas pessoas e desenvolvendo ferramentas, mapas interativos, widgets eleitorais, etc.

Alguns exemplos: mapas da CNN, Yahoo, CQ, New York Times, Washington Post. Projeto Video Your Vote do YouTube. Twitter Vote Report. Twitter Election. Google 2008 U.S. Election.

São ferramentas que permitem analisar, compartilhar, agregar, categorizar, dissecar tudo quanto é tipo de informação sobre as eleições, que além de informar estimulam a participação do usuário. Aplicativos que não eram possíveis nas eleições passadas, e hoje são parte integrante das mídias sociais.

Obama

Enquanto isso, no Brasil, sofremos do contrário. Candidatos e veículos não podem utilizar a internet para construir uma campanha e engajar eleitores, demonstrando a falta de conhecimento do meio pelos órgãos da lei.

No mercado publicitário e nas estratégias de campanha que temos no Brasil, podemos ver algumas movimentações dos candidatos mais plugados. O Serra tem twitter, a equipe da Dilma contrator um estrategista on-line, Beto Richa começa e entrar nesse mundo, mas quer saber minha opinião? Ainda não é legítimo. Ainda parece que essas estratégias estão sendo criadas porque deu “deu certo nos EUA”, e não porque temos um real motivo estratégicamente encontrato e alinhado com as responsabilidades, sentimentos e potenciais do candidado. Você consegue umaginar a Dilma twittando?

Abaixo video do case de Obama. Espero que nosso “Marketeiros” políticos leiam e vejam.

Sabia disso? Agora Stasabendo.

Etiquetas: , ,

1. Comunicação e Governo. Início da série.

17 mai

Esse post inicia a série “Comunicação e Governo”, uma sequência de 10 posts falando sobre as formas de alcançar o ouvido e principalmente o coração do eleitor (para as campanhas eleitorais) ou do contribuinte (para as estratégias de governo).

Para começar, vamos falar da polêmica e enganosa utilização da Internet como estratégia eleitoral. Responda comigo:

1. Internet é importante numa estratégia eleitoral?
Sim. Muito.

2. Internet é capaz de levar qualquer candidato a vitória?
Não. Claro que não.

3. Se eu não tiver uma boa estratégia de Internet eu vou perder as eleições?
Sim. Ou provavelmente sim. Claro que depende da maturidade dos candidatos concorrentes. Se niguém utilizar a feramenta, tudo bem. Voltamos a 1980.

4. Então se eu tiver uma excelente estratégia de Internet, significa que eu estou em vantagem com relação a estratégia de meus concorrentes?
Sim. Porém, só Internet não basta.

Essas quarto perguntas respondem o que vários amigos, politicos, comunicadores têm me perguntado com relação a Internet.

Mas por que esse sofisma é tao forte quando  falamos do poder da Internet nas eleições?

O culpado é nosso ilustre presidente Americano, Barack Obama, o qual soube fazer muito bem sua estratégia de web. Os números resultantes da campanha on-line de Obama são impressionantes, porem não podemos esquecer que a estratégia on-line de Obama representou apenas 17% de seu investimento em comunicação. Também não podemos esquecer que Obama comprou 30 minutos sequenciais no horário nobre na TV aberta americana para seu primeiro discurso como candidato. Não podemos fechar os olhos para as mídias exteriores, patrocínios de videogames e centenas de “showmicios” que ele realizou nos EUA.

Então, quando você ouvir a frase “Obama venceu porque usou a tal da Internet”, pule no pescoço dessa criatura e fale para ela parar de falar bobagem. Não acredite que web vai fazer seu canditato vencer e saiba que, a mágica está no macro. Falaremos sobre isso no quinto post das série “O que realmente importa nas campanhas de 2010.”

O próximo post será somente sobre os 17% da estratégia de comunicação de Obama. A tal MagicNet by Obama.

Stasabendo? Agora sim.

Até mais.

Tiago Stachon

Etiquetas: , , ,

Entrevista Tiago Stachon CHMKT

4 mai

De vendedor de queijos a um dos grandes nomes do Planejamento no Brasil. Essa é a trajetória do Tiago Stachon, sócio e diretor de Planejamento da agência curitibana Getz, presidente do GPA do Paraná, professor de Planejamento e autor do blog Sta Sabendo. Também é responsável pelo planejamento de uma das campanhas de maior repercussão no Sul, nos últimos anos: 190 km/h é Crime (clique aqui pra conhecer o case).

Em entrevista exclusiva ao CHMKT, ele fala sobre sua carreira, conta um pouco sobre a sua visão do Planning, abre o jogo sobre a metodologia de Planejamento que criou para a agência, e dá ótimos conselhos pra quem está começando.

Simplesmente imperdível.

Carlos Henrique Vilela

Leia a entrevista completa em chmkt.com.br

Postado por Stachon

Etiquetas: ,

Aquela pessoa do espelho sempre erra.

19 abr

Pare para pensar.

Mas antes disso, saia da posição de comunicador, ou publicitário, ou gerente de marketing ou qualquer um dessas criaturas que vendem coisas como eu.

Saiu?

Agora entre na sua natural posição de comprador. CON SU MI DOR. Aquele que precisa decidir se leva ou não.

Pense que atributos você gosta nas suas marcas preferidas. Agora pense se esses atributos concordam com você ou você concorda com eles. <OPA!>

Será que você gosta mais das marcas que concordam com você, ou das que você é obrigado a concordar?

<PAUSA-LEIA NOVAMENTE A FRASE ANTERIOR>

Agora volte rapidamente a sua cadeira de entendedor do comportamento de consumo. E me responda: Nas suas estratégias você tenta convencer o consumidor dos valores dos seus produtos ou você tenta entender quais valores ele quer que seu produto tenha?

É um ótimo exercício para todos os dias.

Lembra daquele conceito de comunicação que você pensou ou aquele roteiro, ou aquele insight? Para quem é? Você, o gerente de marketing, o diretor de criação ou para quem realmente importa: o Consumidor.

Isso também me incomoda. Toooodos os dia.

Stachon

Etiquetas: , ,

Como o planejamento pode ajudar a criação a voar mais alto?

12 abr

Tem alguns posts do CHMKT que são de ler ajoelhado. Então segue mais um pra quem gosta da coisa.

Sta, lê CHMKT.

_____

Muita gente me pergunta se planejar é ter a idéia que a criação deve executar, já que, uma definição muito comum da disciplina é “o planejamento define o que deve ser dito, e a criação o como deve ser dito”.
Particularmente não gosto desse conceito, pois ele coloca o planejamento como uma função que precede a criação e atua de forma solitária. Não somos mais uma parada na linha de produção. E nosso trabalho é muito mais orgânico, coletivo e colaborativo do que pode parecer.
Vejo o planejamento – no seu papel de catalisador da criatividade – como um direcionador de todos os envolvidos em relação ao problema real do negócio do cliente, como provedor de informações relevantes, como líder e coordenador de atividades que proporcionem um ambiente mais criativo, como aquele que ajuda na busca por insights e ideias e também como alguém que tem habilidades para argumentar com o cliente de que o trabalho proposto é o ideal.
Não que os bons profissionais de criação não saibam fazer isso. Os melhores vêm fazendo há anos – geralmente, de forma intuitiva e não estruturada. Só que com a demanda pela comunicação cada vez mais eficaz, nasceu um profissional com um perfil mais adequado para realizar análises, para pesquisar, para selecionar informações e também compartilhá-las. É uma união de forças.
A criação gosta e sabe muito bem criar, desenvolver conceitos, buscar ideias, dar forma ao abstrato e inovar. Já o planejamento vem com uma curiosidade infinita sobre a realidade, os negócios e o comportamento humano – sempre com um viés também criativo. E como um bom casamento é aquele em que a soma das qualidades transforma a parceria em algo ainda maior, a união entre planejamento e criação só tende a levar o produto final da comunicação para um patamar criativo e eficaz cada vez maior.
Para ilustrar tudo isso de forma prática, peguei o modelo do Luiz Vidal Negreiros Gomes, do seu livro Criatividade: projeto, desenho, produto, que descreve as etapas do processo criativo e inseri alguns comentários com dicas práticas. Aqui vai:

Etapa 1 – Identificação

Na primeira etapa define-se o problema e delimita-se o contexto pelo qual o processo se desenvolverá.

Essa etapa é uma das principais para o planejamento. Com conhecimento da marca, do público, munido de ferramentas, de métodos e de informações, o planejador deve realmente investir tempo aqui. Aliás, um bom entendimento do problema do cliente é vital para a eficácia do trabalho. A definição de objetivos errados tem o poder de fazer com que toda a comunicação não funcione. Além disso, a contextualização é que vai direcionar a criação nesse processo. Portanto, se for preciso pesquisar, pesquise. Lembre-se de incluir o pessoal da criação nessa etapa. Além de contribuírem imensamente, essa colaboração pode ser o seu passaporte para uma atuação conjunta nas etapas seguintes.

Etapa 2 – Preparação

Durante a preparação a ordem é absorver informações. Conheça o universo atual do segmento onde está inserido o seu cliente e o histórico de suas campanhas. Saiba quem são os seus concorrentes e como eles atuam no mercado. Leia tudo sobre o assunto, busque informações. Enfim, conheça o seu cliente tanto quanto ele se conhece.

O planejador pode organizar essas informações, selecionar aquilo que vale a pena e é confiável, e direcionar para a criação apenas aquilo que tem utilidade. Assim, eles não perderão tempo, ficarão mais seguros em relação ao que absorvem e o excesso de dados não os limitará.

Etapa 3 – Incubação

Hora de parar tudo e realizar outras atividades propositalmente definidas para que o processo de incubação possa ocorrer. Durante esse período, não busque conscientemente respostas ou idéias. Aproveite o tempo livre pra ir ao cinema, praticar esportes, rever os amigos, enquanto o cérebro faz a sua parte.

É nesse momento que o planejamento pode organizar atividades que instiguem a criatividade – dentro ou fora da agência.

Etapa 4 – Esquentação

Voltando ao trabalho, chegou o momento de desenvolver atividades práticas, como rabiscar, desenhar, rascunhar e escrever. Não é hora de julgar o trabalho, apenas de criar, utilizando técnicas de geração de alternativas como o brainstorm.

Assim como no processo anterior, podemos contribuir bastante liderando e coordenando atividades – só que agora, voltadas á geração e discussão de ideias.

Etapa 5 – Iluminação

Fase para se imaginar as idéias e sua visualização por modelagens, comparando suas características com os requisitos, de forma a selecionar a idéia que melhor atenda-os.

Particularmente, acho importante deixá-los sozinhos neste momento. É hora da criação pensar e analisar possibilidades. É interessante oferecer ajuda caso precisem. Uma vez avisados, eles vão te procurar quando precisarem de você. Enquanto isso, você pode buscar novas informações que podem contribuir.

Etapa 6 – Elaboração

Nesta etapa a idéia está definida. O momento é de demonstrar suas habilidades de representação verbal e gráfica através da criação de modelagens.

É o momento em que o redator busca o melhor título, o diretor de arte busca a melhor abordagem visual, o pessoal de digital pensa na melhor ação, o pessoal de promo formata a melhor ação. Nessa hora, é importante estarmos disponíveis. Alguns profissionais gostam que haja uma participação mais próxima do planejamento, outros não. Com o tempo, quanto maior a confiança em você, mais procurado você será.

Etapa 7 – Verificação

Na etapa final do processo é preciso comprovar que a idéia adotada como solução seja realmente a melhor.

Muita gente usa o pré-teste para fazer isso. Particularmente, não gosto da ferramenta para essa finalidade específica (mas isso é assunto pra outro post). Quem costuma validar o trabalho final é o diretor de criação. O planejamento também pode ajudar, mas o crivo final é mesmo o do próprio cliente. Nesse momento, nosso papel principal é, junto ao atendimento, transmitir a ideia da melhor maneira possível para que seja aprovada.

Na prática, não há uma ordem tão lógica como a apresentada acima. As etapas existem, mas a dinâmica é bem mais rápida, abstrata e orgânica. O bom de conhecê-las, ser capaz de identificá-las e pensar em como influenciá-las é que você pode atuar de forma menos intuitiva e mais proposital. Com isso, fica mais fácil exercer um impacto positivo sobre o trabalho da criação e desenvolver seu próprio estilo de planejar – pontos essenciais para o seu sucesso como planner

Etiquetas: ,

Stachon e Getz no Globo Comunidade

1 abr

Olha aí. Trabalhar na Getz é muito legal. E não sou eu quem está falando heim. É quem manja do assunto.

Pego de surpresa!

Stachon.

Brad Kay e as Forças Sociais

12 mar

FONTE: Pitaco

No Pitaco na CBN de hoje, voltamos à palestra de Brad Kay (veja aqui) sobre as chamadas “social forces”, que causam forte impacto no comportamento e nas opiniões das pessoas.

Pitaco na CBN #31 [1:07m]: Hide Player | Play in Popup | Download

//

Brad Kay lista, em seus estudos, 16 tipos de forças sociais.  As 10 principais estão listadas abaixo:

  • Reconsideração
  • Democratização
  • Civilidade
  • Rebelião
  • Gratificação seletiva
  • Descoberta
  • Esperança
  • Controle
  • Rejeição
  • Fragilidade

Se você deseja conhecer um pouco mais sobre elas, veja esta apresentação de Brad Kay aqui.

#GP09: Brad Kay

01 // dez. .

gp09_pitaco

Ontem aconteceu um São Paulo a Conferência do GP, evento sobre planejamento que reuniu palestrantes nacionais e internacionais. Em um dia bastante agradável, o evento correu de forma excelente e sem nenhum problema. Nós aqui do Pitaco prometemos os posts detalhando cada palestra e vamos cumprir. A única diferença é que inverteremos a ordem das postagens, começando pela última palestra do dia, ministrada por Brad Kay, publicitário americano e presidente da agência SS+K.

Brad discorreu sobre o seguinte tema: como “forças invisíveis” determinam o comportamento humano. Segundo ele, essas forças são as chamadas Forças Sociais, movimentos que acontecem na sociedade e moldam a forma de pensar e agir de todos nós. Elas são divididas em alguns segmentos:

  • Culturais
  • Intelectuais
  • Éticas
  • Políticas

Estas forças estão criando um coletivismo. As pessoas pensam que estão fazendo escolhas individuais e montando seu próprio estilo, mas na verdade elas seguem um movimento, o movimento de uma força social.

Percebeu qua até agora não nomeamos essas forças? Pois Brad disse que elas podem ser identificadas e explicadas. Em pesquisa nos EUA, a SS+K identificou cerca de 16 dessas forças. Para a palestra, ele seleciounou 5:

  • Reconsideration
  • Democratization
  • Civility
  • Rebellion
  • Selective Gratification

Todas as 5 forças tiveram seus respectivos exemplos demonstrados, porém a que mais chamou atenção foi “civility”. Confira agora alguns exemplos

  1. Joe Wilson, político norte-americano, interrompeu um discurso do presidente Barack Obama no congressou e o acusou de ser mentiroso. O ato de desrespeito imediatamente repercutiu pelo mundo, gerando inclusive um pedido formal de desculpas logo após o incidente.
  2. A prefeitura de Paris, em um tentativa de diminuir a emissão de poluentes e os problemas com transito na cidade, colocou nas ruas bicicletas públicas que podem ser alugadas por apenas 1 euro. O que aconteceu? Em pouco tempo, 80% dessas bicicletas haviam sido depredadas.
  3. A tenista Serena Williams brigou com a juíza durante um torneio e terminou por receber a maior multa já aplicada na história do esporte: mais de 82 mil dólares.
  4. Para usar um exemplo brasileiro, Brad o encontrou facilmente: o caso Geisy da Uniban. Este já repercutiu até mesmo em jornais internacionais e não necessita de explicações.

Agora, enquanto falamos de “civilidade”, porque todas estas notícias acima aconteceram? Porque as pessoas estão acomodadas em suas tribos, protegidas por seus semelhantes e acabam reagindo de forma exagerada. Este é um exemplo do que Brad chama de Força Social.

E qual a diferença entre Força Social e Trends? Para Brad, trends são consequências das forças sociais. Exemplo:

Força Social: Necessidade das pessoas de socializar ainda mais.

Trend: Microblogs (Twitter)

Entendeu?

Para encerrar a palestras, ele nos deixou algumas dicas sobre como proceder diante de tal comportamento:

  1. Identifique a força.
  2. Conecte essa força à sua marca (quando a força identificada for boa, claro).
  3. Use canais incomuns para ampliar sua mensagem. Espalhe o quanto puder
  4. Transforme essa Força Social em resultados
  5. Aprenda, revise e repita. Experimente sempre

No fim, uma frase: Knock hard. Life is deaf.

http://www.pitaco.com.br/2009/12/01/gp09-brad-kay/